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Câncer de mama: conheça os tipos e subtipos da doença

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Porém, ao contrário do que muitos possam pensar, ele não se trata de uma doença única, pois os tumores são divididos em diferentes tipos.

Os mais comuns são o carcinoma in situ, considerado não invasivo e os invasivos. O ductal que se inicia nos ductos mamários, e o lobular, o qual atinge os lóbulos, ou glândulas produtoras de leite.

Enquanto o primeiro (in situ) se encontra confinando à mama e ainda não tem potencial de se disseminar, o que torna o tratamento menos agressivo e com melhores resultados. Já o último (invasivo) pode se disseminar localmente na mama e à distância.

Para esclarecer melhor este assunto e trazer mais informações às mulheres neste Outubro Rosa, conversamos com o mastologista, Dr. Marcio Almeida. Confira o conteúdo e fique por dentro.

Subtipos de câncer de mama

Além das características acima citadas, que determinam o chamado tipo histológico do câncer de mama, existe a classificação molecular. Ela define a presença, nas células do tumor, de proteínas chamadas receptores hormonais (estrogênio e/ou progesterona) e de proteína HER2 em grande quantidade. Os quatro subtipos de uma maneira simples de entender, são:

– Luminal A, que apresenta receptores de estrogênio e progesterona positivos e possui crescimento mais lento;

– Luminal B, subtipo que também é receptor hormonal como o Luminal A, porém apresenta crescimento rápido;

– HER2, tumor que não apresenta receptores hormonais, mas têm a expressão da proteína HER2;

– Triplo negativo, subtipo que não é receptor hormonal e nem possui a expressão da proteína HER2. A doença atinge comumente mulheres mais jovens e seu crescimento é acelerado.

Por que é importante conhecer os subtipos da doença?

O conhecimento do subtipo de câncer de mama pelos médicos é fundamental, pois a partir dele, junto a outras características dos tumores, como tamanho, é o que se define o melhor protocolo de tratamento para cada paciente. Este pode incluir cirurgia, quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e hormonioterapia, variando caso a caso.

Por exemplo, enquanto uma paciente diagnosticada com um tumor in situ pode passar apenas por cirurgia, sem necessidade de tratamentos complementares, aquelas com tipos invasivos podem realizar, além do procedimento cirúrgico, outras terapias, em conjunto ou isoladas.

Hoje podemos dizer que o tratamento do câncer de mama está cada vez mais personalizado, já que os especialistas têm acesso a informações importantes como é o caso dos tipos histológicos e moleculares.

Apesar de todos os avanços, o diagnóstico precoce é essencial para que as pacientes possam ser curadas, já que nas fases iniciais, a doença tem até 95% de taxas de cura.

Por isso, é muito importante que as mulheres a partir dos 40 anos de idade realizem suas consultas e exames de rotina, como a mamografia. Ela é essencial na detecção de tumores mamários, mesmo em fases muito iniciais.

Esperamos que este conteúdo tenha sido útil para você. Quer saber mais sobre outros assuntos relacionados? Acompanhe as nossas redes sociais!

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