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Setembro Roxo – Mês de Combate ao Câncer de Pâncreas

Setembro Roxo

Incidência de câncer de pâncreas vem subindo no Brasil e no mundo

Maus hábitos alimentares, associados a diabetes e ao sedentarismo, podem ser a causa do aumento de casos

O pâncreas é uma glândula do corpo humano responsável pela produção de hormônios e enzimas digestivas que exerce uma dupla função, atua tanto no sistema endócrino quanto no digestório. Com aproximadamente 20 cm e cerca de 110 g, localiza-se no abdôme, em uma região atrás do estômago, entre o duodeno e o baço. Uma de suas principais funções é a criação de enzimas para ajudar a digerir alimentos e hormônios, como a insulina, para controlar os níveis de açúcar no sangue.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, o câncer de pâncreas afeta 2% da população brasileira, sendo responsável por 4% do total de mortes causadas pela doença. É considerado muito letal. Sua incidência é maior em pessoas acima dos 60 anos, com prevalência maior entre os homens. Nos últimos anos, a incidência desse tipo de tumor está aumentando, inclusive no Brasil, e como os tratamentos ainda conseguem curar a minoria dos pacientes, estima-se que, nos próximos anos, esse tipo de câncer figure como uma das principais causas de mortalidade entre todos os tipos de cânceres. “Maus hábitos alimentares, associados a diabetes e ao sedentarismo, podem ser os responsáveis por esse aumento da incidência”, aponta o médico Marciano Anghinoni, cirurgião oncológico e coordenador do Grupo de Tumores Gastrointestinais do COP – Centro de Oncologia do Paraná.

O câncer de pâncreas não costuma apresentar sintomas específicos e por vezes é diagnosticado tardiamente. Um dos sinais é a indigestão, também conhecida como dispepsia, muitas vezes associada a comer demais ou comer uma grande refeição de uma só vez. Por isso é preciso ficar atento aos sinais, como azia, sensação dolorosa de queimação no peito, muitas vezes depois de comer; sensação de saciedade e inchaço, dor na região superior do abdome ou nas costas, náusea e vômito e perda de peso. Outro sintoma que pode estar presente é a icterícia, caracterizada pela cor amarelada da pele e dos olhos e urina escura.

Entre os fatores que podem elevar a propensão ao tumor estão a obesidade, que pode aumentar em até 20% o risco, a diabetes, a pancreatite crônica e histórico familiar da doença. Além disso, as síndromes familiares (mutações genéticas hereditárias) respondem por até 10% dos casos de câncer de pâncreas. O tabagismo também é considerado um dos fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver a doença, fazendo com que seja aumentada em três vezes sua probabilidade.

Estilo de vida saudável

Adotar um estilo de vida saudável, incluindo parar de fumar se for o caso, seguir uma dieta equilibrada e rica em nutrientes, combater a obesidade, e realizar atividades físicas regularmente (30 minutos por dia ou 150 minutos na semana)
são medidas que podem ajudar a reduzir o risco de câncer de pâncreas

Para reduzir o risco desse temido câncer, adote essas práticas:

  1. Não fume
  2. Coma mais vegetais da cor verde, como brócolis, couve-flor, rúcula, repolho, agrião, nabo, pois contêm em sua composição nutrientes altamente antioxidantes
  3. Evite alimentos ultraprocessados
  4. Evite consumir bebidas alcoólicas
  5. Diminua a ingestão de açúcar
  6. Mantenha o peso ideal
  7. Combata o sedentarismo

Diagnóstico e o tratamento

O diagnóstico requer a realização de exames de imagem (tomografia, ressonância magnética e endoscopia – biópsia). Um exame de sangue que ajuda a detectar, em 80% dos casos, é a elevação do marcador tumoral chamado CA19.9. Mesmo não sendo específico para o câncer de pâncreas, esse marcador pode indicar a presença de doenças benignas ou de tumores localizados em outros órgãos.

A cirurgia é o principal tratamento. Dependendo do estágio, pode ser realizado um tratamento pré-operatório, denominado neoadjuvante, com quimioterapia e radioterapia, visando à diminuição do tamanho do tumor antes da cirurgia. Nos casos de doença avançada e metastática, a quimioterapia é o principal tratamento. Para que o paciente obtenha os melhores resultados, é importante que seja tratado em centros especializados que possam oferecer tratamento multidisciplinar.

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