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Fevereiro Laranja: mês de combate à leucemia

No mês de fevereiro, a cor laranja ganha destaque para conscientizar a todos sobre a leucemia, que acomete cerca de 10 mil brasileiros todos os anos.

Outro dado alarmante é que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 2016 e 2021, houve um aumento de quase 8% nos casos da doença.

Pensando em contribuir com essa importante campanha, neste conteúdo, que contou com a participação do onco-hematologista, Dr. Bruno Francisco Buzetti Spinelli, trouxemos diversas informações relevantes sobre a neoplasia. Confira e saiba mais.

O que é a leucemia?

A medula óssea é um tecido esponjoso que se encontra no interior dos ossos, onde ocorre o desenvolvimento de células maduras que circulam no sangue.

Por sua vez, a leucemia é um câncer que tem início nas células-tronco da medula. Nesse caso, as células sanguíneas doentes se formam sem uma função adequada e atrapalham a produção das células saudáveis, diminuindo seu número normal.

Quais são os tipos de leucemia e como são determinados?

As leucemias podem ser do tipo crônica (geralmente descobertas nos exames de rotina, pois se agravam lentamente) ou do tipo aguda (como aqui as células cancerígenas crescem de forma rápida, a doença evolui mais rapidamente).

Além do agrupamento pela evolução e rapidez da doença, ela também é classificada pelos tipos de células afetadas, sendo as mais comuns:

Quando afeta as células linfoides, responsáveis pela defesa no organismo, sendo subdividida em:

  • leucemia linfoide crônica: costuma ocorrer em adultos com mais de 55 anos;
  • leucemia linfoide aguda: apesar de também ocorrer em adultos, este tipo é o mais comum em crianças pequenas.

Quando afeta células mieloides, que dão origem aos elementos do sangue, sendo subdividida em:

  • leucemia mieloide crônica: acomete mais os adultos;
  • leucemia mieloide aguda: ocorre na fase infantil ou adulta, mas a incidência é maior conforme o avanço da idade.

Existem fatores que aumentam os riscos para as leucemias?

A leucemia é uma doença multifatorial, ou seja, é influenciada por diversos fatores, divididos por genéticos e ambientais. Conheça os principais:

  • tabagismo;
  • exposição prolongada a produtos químicos da indústria, agrotóxicos, diesel e radiação ionizante (raio x);
  • histórico familiar da doença;
  • realização anterior de quimioterapia;
  • outras doenças, como síndrome de down, anemia de Fanconi, neurofibromatose, entre outras

É importante dizer que o grau de risco à doença pode aumentar conforme o tempo de exposição ou de radiação, bem como com o passar da idade.

Para quais sintomas é preciso estar atento?

Conheça os principais sintomas que podem sugerir a ocorrência da leucemia:

  • falta de ar, palpitação, palidez, dor de cabeça e cansaço persistentes;
  • baixa imunidade, com aparecimento de infecções graves ou recorrentes;
  • sangramento excessivo na gengiva ou nariz e pontos roxos na pele;
  • gânglios linfáticos inchados, em especial no pescoço e axilas;
  • perda de peso sem motivos;
  • suor noturno;
  • febre inexplicável;
  • desconforto abdominal;
  • dores nos ossos ou articulações;
  • náuseas e vômitos.

Lembre-se: mesmo os sintomas sendo similares aos de outras doenças, é necessário procurar um médico para investigação para que ocorra o diagnóstico precoce, pois alguns tipos da neoplasia podem progredir de forma rápida.

Como é feito o tratamento?

Para os casos de leucemias agudas o tratamento consiste em quimioterapia em alta dosagem, com a combinação de diferentes quimioterápicos, podendo ou não ser indicado o transplante de medula óssea como parte do tratamento.

Para as leucemias crônicas podem ser usados medicamentos alvo específicos, inclusive de formulação oral, ou combinação de imunoterapia com quimioterapia.

Nos casos da leucemia linfoide crônica o paciente costuma não ser tratado em um primeiro momento, fazendo acompanhamento periódico com seu hematologista. O objetivo é monitorar sinais e sintomas da doença, junto com exames de sangue.

Isso pode ser feito, as vezes, por anos, sendo o tratamento indicado somente se houver manifestações da doença.

Há meios de prevenção?

Na maior parte dos casos, não é possível dizer se teria como prevenir ou não o aparecimento da leucemia, pois muitas vezes os pacientes diagnosticados não apresentam fatores de riscos associados à doença.

Por outro lado, é possível evitar os fatores ambientais, como por exemplo, manter hábitos saudáveis, evitar o tabagismo e a exposição prolongada a certos agentes químicos e agrotóxicos.

Além disso, os exames de rotina podem apontar alterações sugestivas da doença, mesmo quando a pessoa é assintomática. Por isso, manter os check-ups médicos em dia é fundamental.

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