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Câncer de mama: conheça os principais tipos de tratamento

Quando as mulheres são diagnosticadas com câncer de mama, inicia-se um processo chamado estadiamento que, por meio da indicação de diversos exames, visa observar as características da doença e o seu estágio. Esses guiam os mastologistas e os oncologistas clínicos no planejamento do melhor protocolo de tratamento a ser aplicado.

Nesse cenário, os procedimentos a serem realizados dependem da extensão do câncer, se está localizado, localmente avançado ou disseminado para outros órgãos, bem como o subtipo do tumor. Por se tratar de um conjunto de doenças, é muito comum que haja dúvidas sobre as formas de tratamento possíveis e para quais pacientes são indicados.

Pensando nisso, fizemos esse post. Confira e saiba as maneiras pelas quais os tumores mamários podem ser tratados!

Quimioterapia

É um tipo de terapia que consiste na infusão de medicamentos combinados com a função de impedir o crescimento desordenado das células cancerígenas, eliminando-as ou controlando-as. A necessidade do tratamento, assim como as drogas a serem utilizadas e o número de sessões, variam conforme a idade da paciente, o tipo de tumor e as características hormonais de desenvolvimento da doença.

Além disso, nos casos em que é administrada antes ou após a cirurgia visando a cura, possui um período pré determinado para acabar. Já nos casos de metástases, os protocolos quimioterápicos variam conforme a resposta dos tumores.

Cirurgia

Todas as mulheres com câncer de mama devem passar por um procedimento cirúrgico. Nesse aspecto, o que varia é o tipo de cirurgia a ser realizada. Essas se dividem em quadrantectomia, quando parte da mama é retirada, e mastectomia, em que toda a glândula mamária é retirada. Há situações que também requerem a mastectomia bilateral, como quando o câncer se encontra nas duas mamas ou a paciente possui mutações nos genes BRCA 1 e BRCA 2.

Para ambos os casos há procedimentos de reconstrução e simetrização, os quais visam devolver a auto estima das mulheres e evitar problemas físicos pela falta da mama, como dores crônicas nas costas. Inclusive, hoje a medicina está bastante avançada. Com isso, surgiu o conceito de oncoplástica, o qual, em linhas gerais, envolve a união entre a mastologia e a cirurgia plástica para tratar a doença, ao mesmo tempo em que o fator estético é priorizado.

Radioterapia

A radioterapia utiliza radiação ionizante aplicada diretamente no local onde se encontrava o tumor antes da cirurgia, com o objetivo de eliminar as células cancerígenas remanescentes e/ou impedir seu crescimento, prevenindo recidivas.

O procedimento dura apenas alguns minutos, é simples e indolor. O número de sessões, definido a partir do planejamento do rádio-oncologista, varia conforme a situação clínica da paciente.

Outra situação em que a radioterapia pode ser utilizada é quando há metástases do câncer de mama a serem controladas, principalmente as cerebrais e ósseas.

Hormonioterapia

Estima-se que mais de 60% dos cânceres de mama são receptores hormonais positivos, o que significa que suas células tem receptores que se ligam aos hormônios estrogênio e progesterona, os quais ajudam as células cancerígenas a crescerem e se disseminarem para outros órgãos.

Para essas pacientes, é indicada a hormonioterapia, a qual visa diminuir os níveis de estrogênio para o impedir de atuar sobre as células cancerígenas da mama. Entre os medicamentos com essa finalidade estão o tamoxifeno e os inibidores de aromatase. Além disso, algumas pacientes passam pela ablação ovariana, ou seja, a desativação dos ovários ou sua retirada cirúrgica.

Imunoterapia

Esta é uma das terapias mais inovadoras contra o câncer de mama. Ela consiste na estimulação do sistema imunológico para potencializar o enfrentamento da doença pelo próprio organismo da paciente.

O tratamento por imunoterapia possui dois objetivos: combater o câncer de mama ou marcar as células doentes para que corpo as identifique como ameaça. Desse modo, há diversos tipos e classificações, como:

  • terapias-alvo ou anticorpos monoclonais, que auxiliam o corpo a identificar as células malignas;
  • vacinas produzidas a partir das próprias células tumorais da paciente;
  • citocinas, as quais visam regular ou estimular uma resposta do sistema imunológico.

Atualmente, o tratamento do câncer de mama e de diversos outros tipos de tumores está se tornando cada vez mais personalizado, combinando diversos métodos. Isso resulta em um aumento significativo nas taxas de cura e na sobrevida de pacientes.

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