Descoberta ainda não está à venda, mas é uma grande esperança para portadores do melanoma

201076173115Uma das mais recentes descobertas internacionais para o tratamento do câncer de pele foi discutida no 46º Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínicas (ASCO) em Chicago, nos Estados Unidos. Trata-se da dorga ipilimumabe, que age contra o melanoma – tipo de câncer que tem origem nas células produtoras de melanina e é o mais grave entre os tumores de pele, devido às grandes chances de metástase.

A descoberta é uma grande esperança já que, atualmente, há poucas drogas disponíveis para tratamento. “Os estudos detectaram que a droga ipilimumabe age como um imuno modulador, atuando diretamente nas células de defesa, otimizando a resposta imune”, explica o oncologista Ricardo Branco, do Centro de Oncologia do Paraná, um dos brasileiros que participou do congresso norte-americano. “Como tratamento, a substância ajudaria a controlar e até diminuir doença metastática, aumentando a sobrevida do paciente em até dois anos e alguns até mais, de acordo com os estudos apresentados”, completa o especialista.

Fabricado pelo laboratório Bristol-Myers Squibb, a nova droga ainda não tem previsão de ser comercializada, mas é uma grande esperança para os portadores do melanoma. Durante o evento foram demonstrados também os efeitos colaterais que a ipilimumabe pode causar, como colite inflamatória (inflamação do intestino) que provoca diarréia, sangramento e até perfuração do intestino, e a hipofisite, que reduz os índices alguns dos principais hormônios do organismo. “Mesmo com a apresentação destes efeitos colaterais, a droga tem grandes chances de chegar ao mercado em breve, pelos resultados obtidos no estudo e pelas poucas opções disponíveis para o tratamento do melanoma atualmente”, prevê Branco.

O melanoma avançado é tratado atualmente com quimioterapia endovenosa, porém com baixas taxas de resposta objetiva beirando 15% apenas. “Esta (ipilimumabe), sem dúvida, será uma grande aliada para o tratamento do melanoma”, completa.

Descobertas também na prevenção
Atitudes simples do cotidiano podem ajudar a prevenir doenças, como o câncer de pele. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Oslo, na Noruega, tomar banho de sol é uma delas – mesmo que a radiação ultravioleta (UVR) seja um dos principais fatores para o aumento da incidência do melanoma. De acordo com os cientistas, o problema estaria na quantidade de tempo de exposição ao sol. Afinal, os raios solares podem estimular a produção de Vitamina D, mas sua superexposição pode provocar, em longo prazo, o câncer de pele.

“É importante saber os horários específicos em que a exposição do sol faz bem à saúde. O ideal seria de 15 a 30 minutos por dia, evitando os horários das 10h às 16h”, indica o oncologista Ricardo Branco. “Outra forma de obter a vitamina D está na ingestão de vegetais”, completa.

Publicado em 12/07/10 nos sites SIS Saúde, Conecte Pharma, Destak Rondônia, Plena Mulher