Visão Geral

O pâncreas está localizado no abdômen entre o estômago e a coluna. Basicamente ele possui uma função chamada de exócrina, através da qual são liberadas proteínas para digestão, e uma função endócrina, responsável pela produção de alguns hormônios como a insulina. O câncer de pâncreas inicia-se quando as células deste órgão se tornam anormais e passam a crescer descontroladamente, formando uma lesão ou tumor. Alguns dos fatores que aumentam o risco de desenvolvimento de câncer de pâncreas incluem: idade avançada, o sexo masculino, tabagismo, a presença de história familiar de tumor de pâncreas, algumas síndromes genéticas hereditárias e ingestão de dieta rica em gorduras.

Apesar de não estar entre os cânceres mais frequentes em ocorrência no Brasil e no Mundo, o câncer de pâncreas representa um importante desafio para toda a população. Isso ocorre porque ainda hoje esse tumor causa um elevado número de mortes.  Geralmente, o câncer de pâncreas não é diagnosticado em estágio inicial, muitas vezes porque não causa nenhum sintoma específico. Além disso, não existe uma recomendação para realizar exames de rastreamento em pessoas assintomáticas, como ocorre para tumores de mama e cólon, por exemplo. Dessa forma, muitos dos casos são diagnosticados em situações mais avançadas, para as quais os tratamentos são mais complexos e apresentam menor efetividade.

Sintomas

Quando os sintomas ocorrem, eles podem serem confundidos com alterações benignas. No entanto, alguns sintomas de alerta podem sugerir a procura a um especialista da área oncológica:

  • Indigestão ou azia
  • Dor ou desconforto na parte superior do abdômen ou nas costas
  • Icterícia (amarelamento da pele e dos olhos)
  • Náuseas e vômitos
  • Diarreia, especialmente se com odor forte
  • Sensação de inchaço do estômago após as refeições,
  • Perda de apetite
  • Perda de peso sem explicação

Diagnóstico e Tratamento

Existem vários tipos de tumores que podem ocorrer no pâncreas, sendo o tipo mais comum o adenocarcinoma. Importante saber que também existem tumores no pâncreas que são benignos, por isso uma avaliação especializada é fundamental. Basicamente o diagnóstico é sugerido após uma avaliação médica, e a avaliação é complementada por exames de sangue, e em alguns casos exames de imagem, como tomografias e/ou ressonância, e endoscopia.   Pode ser necessária a realização de uma biópsia para definição precisa do tipo de tumor.

O tratamento do câncer de pâncreas necessita de um cuidado de uma equipe multidisciplinar, na qual estão envolvidos um cirurgião, um oncologista clínico e um radioterapeuta, além de outros profissionais.  O câncer de pâncreas pode ser tratado com cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Em geral, uma combinação desses tratamentos é utilizada pela equipe médica para realizar o tratamento. As recomendações dependem de vários fatores, incluindo o tipo e extensão do câncer, possíveis efeitos colaterais, e as preferências do paciente, além de seu estado de saúde geral. Recomenda-se que seja realizada uma avaliação em centros especializados, pois é fundamental a determinação da melhor sequência de tratamentos para se obter um bom resultado.

A cirurgia é um tratamento importante, que pode ser utilizada para as lesões que ainda estão localizadas. A retirada do pâncreas poderá ser parcial ou total, e pode também incluir alguns outros órgãos e gânglios próximos. Radio e quimioterapia podem ser empregadas tanto antes como após a cirurgia, dependendo da extensão do tumor.Para aqueles paciente que já são diagnosticados com metástases, a quimioterapia é o pilar mais importante do tratamento. Vários estudos estão atualmente em andamento buscando melhorar cada vez mais as terapias para o câncer de pâncreas, o que de fato tem sido notado nos últimos anos.Como em qualquer câncer é fundamental o apoio e suporte dos familiares e conhecidos próximos.

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Fontes:

1) Sociedade Americana de Oncologia (www.cancer.net)

2) INCA (www.inca.gov)